Mesmo ativos, idosos têm alta prevalência de doenças cardiometabólicas

Mesmo ativos, idosos têm alta prevalência de doenças cardiometabólicas 



Da Agência Bori
21/03/2020 12h04

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo com 121 idosos ativos mostra que 82,6% deles tinham, ao menos, uma doença metabólica diagnosticada, com maior prevalência da hipertensão
  • A polifarmácia prescrita (cinco ou mais medicamentos) foi observada em quase um terço dos participantes
  • Mudanças de estilo de vida são mais eficientes do que os medicamentos e oferecem muito menos risco, aponta autora do estudo


Um estudo realizado com 121 idosos participantes da UATI/USP (Universidade Aberta à Terceira Idade da Universidade de São Paulo) mostra que, mesmo em uma amostra mais ativa e saudável que a maioria da população nessa faixa etária, é alta a prevalência de doenças cardiometabólicas como hipertensão e diabetes. Também é elevado o uso de combinação de medicamentos prescritos.
As observações são de estudo de 20 de março na "Revista Brasileira de Enfermagem" realizado por pesquisadores da Escola de Artes e Humanidades (EACH), da USP.
Ao aplicar questionário junto a participantes da UATI/USP, serviço que oferece oficinas, palestras e disciplinas de cursos de graduação para idosos, o objetivo foi investigar a associação de doenças cardiometabólicas com a polifarmácia advinda da prescrição médica. Com média de 68,3 anos, a prevalência de ao menos uma doença cardiometabólica foi de 82,6%, das quais a hipertensão foi a mais comum (71,1%).
O consumo de fármacos prescritos de uso contínuo foi observado em 92,6%. Quase metade deles (48,2%) usava combinações de fármacos, o que sugere risco cardiovascular elevado. Além disso, a polifarmácia (consumo de cinco ou mais medicamentos) foi observada em quase um terço (28,6%) da amostra.
De acordo com a farmacologista e autora principal da pesquisa, Caroline Ribeiro de Borja Oliveira, o controle das doenças cardiometabólicas se dá por mudanças de estilo de vida. São mais eficientes do que os medicamentos e oferecem muito menos risco, além de proporcionar ganhos para a saúde. "Quando não há mudanças positivas no estilo de vida, os prescritores acabam tendo que tentar controlar essas doenças com mais medicamentos, o que gera a polifarmácia" destaca Oliveira, que é docente dos cursos de Gerontologia da EACH/USP.
A prescrição de polifarmácia, analisa a pesquisadora, ocorre, em grande parte, para controlar sinais e sintomas de hipertensão, obesidade, diabetes, assim como de dislipidemia, condição caracterizada pela presença de doenças associadas com elevados níveis de gordura no sangue como colesterol e triglicérides. "Quanto mais medicamentos, maior é o risco de efeitos adversos e tóxicos.
O idoso precisa ser orientado de forma mais clara e enfática. Deve ser feito de forma individualizada, de tal forma que ele se sinta participante do cuidado de sua própria saúde", orienta Caroline Oliveira.

Automedicação

O trabalho é um desdobramento do estudo "Automedicação entre participantes de uma Universidade Aberta à Terceira Idade e fatores associados", publicado em 2018 na "Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia", realizado pelo mesmo grupo com participantes da UATI/USP. Quase 60% dos idosos entrevistados afirmou praticar automedicação.
Os idosos costumam se automedicar, aponta Oliveira, para controlar desconfortos como dor muscular e articular e sintomas de gripes e resfriados. "O problema é que a dor e outros sintomas podem estar associados a doenças pré-existentes e a automedicação pode mascarar os sintomas, prejudicando o diagnóstico e, portanto, o tratamento adequado. Esses desconfortos podem ser também efeitos adversos de medicamentos, que deveriam ser tratados muitas vezes com a redução da dose ou substituição do medicamento.
Além disso, a presença de doenças crônicas e a associação com outros medicamentos (prescritos ou não), podem gerar interações medicamentosas", alerta.

Informação e empoderamento

Ao identificar os fatores de risco associados com doenças cardiometabólicas e prescrição de polifarmácia, os autores destacam que é importante delinear atividades educativas para conscientizar e empoderar os idosos com essas informações. Com esse propósito, conta Oliveira, estão mantidas as atividades educativas na UATI e fora da universidade.
Os resultados desses estudos são utilizados também para conscientizar os alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação em Gerontologia da USP.
Fonte: Viva Bem

Sites interessantes para Terceira Idade para o período de quarentena do Coronavírus Covid-19 - 2 Oficinas de Memória Gratuitas

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Segunda-Feira, dia 23/03
Horário: 10 hs
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Quarta-Feira, dia 25/03
Horário: 15 hs
Com a Psicóloga Sônia Fuentes

Indicação de minha querida professora psicóloga Claudia Ajzen, da UAPI/Unifesp




Festivais online fazem sucesso na quarentena; saiba assistir aos shows

Em meio à quarentena do coronavírus e ao cancelamento de shows, artistas encontraram maneiras diferentes de fazer apresentações


Diversos shows foram cancelados no Brasil por conta da pandemia de coronavírus, que acabou forçando as pessoas a ficarem de quarentena em casa. Mesmo assim, artistas do mundo todo têm se unido para promoverem festivais online, principalmente pelo Instagram. A inspiração veio do Eu Fico Em Casa, festival português que teve início na última terça-feira (17) pela rede social.
Aqui no Brasil, as iniciativas partem de diferentes lugares. Será possível assistir a cantores famosos, como Sandy, Martinho da Vila e Nego do Borel, além de grupos e artistas independentes. A maioria vai transmitir as apresentações de suas próprias casas e sem bandas, para não abandonar a quarentena. Dessa forma, o público pode acompanhar os shows mesmo durante o período de isolamento. A seguir, veja uma lista com shows e festivais onlines para assistir em lives pelo Instagram durante a quarentena do coronavírus.

Guia do coronavírus para idosos: como se proteger - Jornal O Globo

Guia do coronavírus para idosos: como se proteger - Jornal O Globo

Especialista dá dicas de hábitos a serem abandonados e cuidados a sere, incorporados pelo grupo de maior risco
Constança Tatsch
08/03/2020 - 04:30 / Atualizado em 12/03/2020 - 16:17

Manter a saúde em dia, cuidar das crianças, evitar utensílios compartilhados e mais dicas para a terceira idade Foto: Arte de André Mello

RIO - Com o crescente número de brasileiros com o novo coronavírus, o governo e especialistas alertam para o risco maior que a doença representa para idosos e pessoas com problemas crônicos de saúde.
— É uma doença que não tem vacina e é mesmo perigosa para esse grupo. Não é para criar pânico, mas sim ter cuidado maior — afirma a geriatra Maísa Kairalla, presidente da Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Estudo do Centro de Controle de Doença (CDC) da China mostra que 2,4% dos pacientes morreram em razão da COVID-19. Quando considerados pacientes de 70 a 79 anos, porém, a taxa de letalidade sobe para 8%, e entre os pacientes com mais de 80 anos, 14,8% dos casos resultaram em morte.
Para esse público mais suscetível, a geriatra ajudou, a pedido de O GLOBO, a criar um guia com recomendações e novos hábitos para evitar a contaminação:

Abandone o lenço de pano


Prefira lenços de papel descartáveis para assoar e cubra o nariz com o braço ao espirrar Foto: Arte de André Mello
Ele já foi símbolo de elegância, mas não é higiênico. Após um espirro, o vírus pode ficar horas no pano. Caso o lenço vá para o bolso, contaminará as mãos depois. Prefira os de papel descartáveis e cubra nariz e boca com o braço ao tossir ou espirrar.

Cada um com seu copinho


Não compartilhe utensílios, como copos Foto: Arte de André Mello
O copinho coletivo do filtro ou da moringa deve ser aposentado. Evite compartilhar outros utensílios, como talheres, pratos ou garrafas. Use menos o ar-condicionado e deixe a casa mais aberta para ventilar naturalmente.

Atenção com as crianças


Ensine as crianças a lavar as mãos ao chegar em casa Foto: Arte de André Mello
As crianças podem trazer vírus da rua ou da escola. Por isso, é fundamental que elas estejam sempre vacinadas: é o chamado “efeito rebanho”, ou seja, protege todo mundo. Outro cuidado importante é lembrá-las de lavar bem as mãos ao chegar.

Longe das aglomerações


Não é preciso ficar isolado, mas cuidado com aglomerações Foto: Arte de André Mello
Não é preciso ficar confinado em casa, mas é melhor evitar aglomerações e contato com pessoas doentes. Há muita gente com o vírus influenza agora. Por isso, assim que for liberada, em 23/3, é fundamental tomar a vacina contra a gripe.

Saúde em dia


Verifique se as doenças crônicas estão sob controle Foto: Arte de André Mello
Faça atividade física, alimente-se bem e beba muita água. Mantenha as visitas ao médico atualizadas para garantir que eventuais doenças, como diabetes, problemas cardíacos ou respiratórios, estejam controlados e não haja anemia ou desidratação.

Fique (bem) informado


Informe-se por meio de veículos de comunicação sérios ou com agentes de saúde Foto: Arte de André Mello
Cuidado com as fake news: há muita informação falsa circulando pela internet. Não confie em tudo que chega pelo Whatsapp ou Facebook, mesmo que seja de amigo ou familiar. Informe-se por veículos de comunicação sérios ou com agentes de saúde.
FONTE: Maísa Kairalla, geriatra e presidente da Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Fonte: O Globo

Programa da USP para terceira idade oferece mais de cem vagas no interior - USP adota nova terminologia para o público 60+

Programa da USP para terceira idade oferece mais de cem vagas no interior



Com nova nomenclatura e parcerias, o USP 60+ apresenta disciplinas e atividades complementares aos participantes
ter, 11/02/2020 - 10h31 | Do Portal do Governo


O programa USP Aberta à Terceira Idade, da Universidade de São Paulo, foi renomeado para USP 60+, na tentativa de deixar o programa mais inclusivo, de acordo com o coordenador da iniciativa, o médico Egídio Dórea.
O programa cresceu cerca de 24% em relação ao 2º semestre do ano passado e parcerias foram feitas para atender à crescente demanda. Neste ano, o USP 60+ oferece 5.643 vagas, entre disciplinas regulares oferecidas nos cursos de graduação da universidade e atividades complementares, como cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. Só para o interior são mais de 130 vagas.
Vale destacar que os interessados não precisam ter vínculo com a USP – basta que os participantes tenham mais de 60 anos. Pirassununga e Bauru são os campi do interior com mais diversidade de opções: 16 e 15 atividades, respectivamente.
Já Ribeirão Preto, com 34 disciplinas, e São Carlos, com 19, são as duas cidades que lideram no número de disciplinas disponibilizadas. As inscrições são gratuitas e as disciplinas regulares começaram nesta segunda-feira (10) e devem ser feitas até a próxima sexta-feira (14).
A relação completa de atividades está disponível na internet. As vagas são limitadas e disponíveis por ordem de chegada. As inscrições para as atividades complementares são definidas em cada unidade, que elabora seu próprio calendário; assim, é imprescindível observar as informações de cada atividade na consulta ao site.
Fonte: Portal Governo de São Paulo

USP adota nova terminologia para o público 60+

COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL - PRCEU - 28/01/2020

Criado em 1994 pela professora Eclea Bosi, o programa Universidade Aberta à Terceira Idade era nessa época uma iniciativa pioneira e quase não havia similares no Brasil. No entanto, com o passar dos anos, esse tipo de programa passou a ser mais comum e popularizou-se em diversas outras universidades. Por isso, em 2018, o programa da USP passou a se chamar USP Aberta à Terceira Idade, a fim de evitar dúvidas do público quanto às atividades oferecidas.
No entanto, em 2019, começaram a surgir questionamentos sobre a melhor forma de se referir a esse público acima dos 60 anos de forma mais inclusiva e objetiva, sem juízo de valor, preconceitos ou cargas negativas. Tendo em vista que esse público vem crescendo muito, ele representa cada vez mais uma população heterogênea, com grandes diferenças entre os indivíduos que a compõem.
Dessa forma, a partir de 2020 o programa passa a se chamar USP 60+.
De 10 a 18 de fevereiro, estão abertas as inscrições para os interessados em participar das atividades. Veja mais aqui.
Confira o vídeo e saiba mais:



METRÔ FAZ PARCERIA COM A PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA AÇÕES VOLTADAS AO PÚBLICO IDOSO

METRÔ FAZ PARCERIA COM A PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA AÇÕES VOLTADAS AO PÚBLICO IDOSO

23/01/2019


O Metrô de São Paulo firmou nesta quinta-feira (23) parceria com a Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Cidadania para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao público idoso. A parceria vai resultar na realização de ações de cidadania, prevenção de acidentes e combate à violência às pessoas com mais de 60 anos.
A colaboração do Metrô, que é detentor do Selo Amigo do Idoso, será feita com a cessão de informações e troca de experiências para a elaboração de encontros, fóruns de discussão e treinamentos para aperfeiçoar o atendimento aos idosos. Também serão feitas visitas sensoriais às dependências do Metrô, para a familiarização e melhor uso do sistema. Faz parte da parceria a cooperação para a divulgação das ações, através de campanhas educativas que estimulem a gentileza e auxílio ao público conhecido como “60+” e poderão ser veiculadas nas mídias como monitores de trens e estações, além das redes sociais.
O Metrô também cederá espaços nas estações para eventos como a “Jornada 60+”, que envolverá a participação dos conselheiros dos idosos da cidade de São Paulo e técnicos da Companhia para discutir melhorias que podem ser implantadas, trazendo mais segurança e conforto a esse público. Essas ações pretendem reduzir a quantidade de acidentes no sistema, que hoje atinge um patamar baixo – 18 ocorrências a cada 1 milhão de passageiros transportados.
O Metrô sempre foi atento ao público idoso e se tornou referência no assunto por desenvolver inúmeras ações inclusivas que já resultaram no ganho de um prêmio da UITP (União Internacional dos Transportes) em Milão. Todas as 62 estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha são acessíveis, com infraestrutura que facilitam o deslocamento dos idosos, deficientes e pessoas com dificuldades de locomoção. Faz parte da estrutura dessas estações, mais de 500 escadas rolantes e 150 elevadores, além de sinalização especial.
A frota de 169 trens tem 30% dos assentos preferenciais, número acima do recomendado nas normas técnicas, e além de visitas de grupo de idosos, o Metrô também realiza anualmente a semana de prevenção de queda de idosos.
Diariamente, cerca de 120 mil idosos utilizam as linhas operadas pela Companhia (linhas 1-Azul, 2-Verde, 3 –Vermelha e 15-Prata), contando com o auxílio de 3 mil funcionários da operação capacitados para atendê-los.
Fonte: Metrô

Descobrimos as melhores cidades litorâneas para viver após os 60 anos

Descobrimos as melhores cidades litorâneas para viver após os 60 anos


Uma dica para envelhecer com mais qualidade de vida no Brasil pode ser a de botar o pé na areia. É o que mostra o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), que estabelece um ranking inédito das melhores cidades do país para as pessoas que têm 60 anos ou mais.
Afinal, três das quatro primeiras colocadas da lista – Santos (1ª), Florianópolis (2ª) e Niterói (4ª) – são litorâneas, sendo que Porto Alegre ficou em terceiro lugar.
Embora a proximidade do mar não assegure qualidade de vida, como reforça Wesley Mendes-Da-Silva, coordenador acadêmico da FGV/EAESP, desenvolvedora do IDL, as cidades do litoral possuem características que favorecem atividades ao ar livre e ações sociais contributivas.
Leia a entrevista completa aqui.
“O ar é mais puro e, em termos de segurança, os habitantes se sentem menos vulneráveis ao desfrutar do espaço urbano”
“Em geral, a topografia desses municípios facilita a mobilidade das pessoas mais velhas, que costumam caminhar pela orla”, diz Roberta Consentino Kronka Mülfarth, 46 anos, professora-doutora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de são Paulo (FAU-USP). “O ar é mais puro e, em termos de segurança, os habitantes se sentem menos vulneráveis ao desfrutar do espaço urbano.”
O IDL foi resultado de um trabalho de um ano, desenvolvido pela FGV/EAESP para o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. Foram considerados mais de 60 indicadores relacionados à qualidade de vida em 498 municípios, entre eles número de instituições de longa permanência, nível de pobreza entre os idosos, qualidade hospitalar e acesso a atividades recreativas.
“Santos atrai pelo lazer e pelo clima”
Santos, a líder do ranking, destaca-se sobretudo pela saúde financeira – o percentual de população de baixa renda é baixo, e o PIB local tem valores significativos. Nesse cenário, a cidade está na ponta no que diz respeito ao número de idosos com planos privados de saúde. Também chamam a atenção, no quesito cultura e engajamento, as quantidades de cinemas e de planos de TV por assinatura no município.
A alta parcela de idosos da população santista, por sua vez, impacta a ampliação da oferta de condomínios residenciais para esse público, bem como a existência de instituições para longa permanência e o número de casamentos de pessoas de 60 anos ou mais. Em contrapartida, a desigualdade na distribuição de renda deve ser considerada por aqueles que pensam em adotar o maior jardim de praia do mundo, com 5.300 metros de extensão, como quintal para os dias de aposentadoria.
“A cidade também é marcada por seus elementos históricos significantes, como o Museu do Café, referência na trajetória da bebida no Brasil”, afirma a arquiteta Maria Luisa Trindade Bestetti, 57 anos, professora-doutora do curso de gerontologia da Universidade de São Paulo.
Ela lembra ainda que, nos últimos anos, houve melhorias na orla de Santos que contam a favor do aproveitamento do espaço urbano, caso da remodelação de quiosques do calçadão, da troca da iluminação e da instalação de câmeras de vigilância e novos sanitários públicos. “A cidade atrai pelo lazer e pelo clima.”
“[Em Florianópolis], a tranquilidade é maior, e o custo de vida, menor, na comparação com grandes centros”
Em Florianópolis, segunda colocada do ranking do IDL, a parcela da população de baixa renda também é pequena. Os idosos que vivem na capital catarinense possuem rendimentos que a colocam entre as melhores grandes cidades brasileiras nesse quesito. Outro diferencial positivo da cidade é o acesso a serviços de internet e TV por assinatura. O número de usuários de planos privados de saúde, no entanto, deixa a desejar.
Natural de Porto Alegre, a professora da USP conhece bem “Floripa” – e diz que pretende se mudar para lá quando se aposentar. “A tranquilidade é maior, e o custo de vida, menor, na comparação com grandes centros”, aponta. “Como se trata de uma região muito industrializada, os habitantes podem consumir os produtos locais, desde tecidos até alimentos. Além disso, a estrutura preparada para atender uma população flutuante sazonal de veraneio beneficia também os residentes permanentes.”
A fluminense Niterói, que possui a ponte com o maior vão em viga reta contínua do mundo e despontou como ponto de apoio à produção de petróleo, aparece em quarto lugar no ranking do IDL, impulsionada pelo número de médicos por habitante – o maior entre as 150 maiores cidades do Brasil – e pela quantidade de leitos para internação – 4º lugar de destaque no país. A má distribuição de renda e a violência no trânsito são aspectos negativos do município.

Prefeitura recebe Selo Intermediário Amigo do Idoso e faz parceria com o Metrô sobre prevenção de quedas para pessoas idosas

Prefeitura recebe Selo Intermediário Amigo do Idoso e faz parceria com o Metrô sobre prevenção de quedas para pessoas idosas



A Prefeitura de São Paulo recebeu na manhã desta quinta-feira (23) durante solenidade no edifício Matarazzo, sede da administração municipal, o Selo Intermediário Amigo do Idoso. 

A capital conta com cerca de 1.340.000 pessoas idosas, sendo 17% em situação de vulnerabilidade (223.000), de acordo com a Fundação Seade.
Segundo a secretária executiva estadual de Desenvolvimento Social, Nayra Karan, o envelhecimento é uma realidade inegável. “Estamos muito honrados de entregar esse selo intermediário para a cidade de São Paulo, que é uma cidade referência em termos de políticas públicas”, destacou.
Para a presidente do Grande Conselho Municipal do Idoso, Marly Feitosa, “São Paulo tem ficado cada vez mais amiga do idoso e o momento é de celebrar mais essa conquista”.
Com o selo intermediário, a Prefeitura cumpre mais uma etapa de um conjunto de medidas adotadas para adquirir o Selo Amigo do Idoso ao final deste ano. A medida premia e certifica a administração municipal por seis metas atingidas até o fim de 2019:
1) Cadastro de idosos no Cadúnico - um instrumento de coleta de dados e informações com o objetivo de identificar todas as famílias de baixa renda existentes. São cadastradas as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa;
2) Realização de ações de saúde bucal para idosos;
3) Desenvolvimento de ações na ampliação da cobertura de idosos que têm direito ao BPC (Benefício de Prestação Continuada);
4) Implantar ações para garantir acessibilidade aos idosos no transporte público municipal;
5) Elaborar e adaptar o Código de Posturas Municipais às normas da ABNT e ao Desenho Universal;
6) Implantar ações focadas na prevenção, identificação e proteção da violência contra idosos.
A Prefeitura de São Paulo já havia recebido o Selo Inicial por ter o Grande Conselho Municipal do Idoso constituído desde 1992 e por realizar um diagnóstico de idosos no município e de gestão sobre as políticas e ações para a garantia dos direitos da pessoa idosa nos Planos Municipais de Saúde e Assistência Social, cobertura vacinal e atuação na prevenção de quedas.
“Quando a gente faz política pública olhando para o futuro, que é o que estamos fazendo hoje, a gente faz isso em respeito ao passado e vivendo o presente”, afirmou a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Ana Claudia Carletto.
Para garantir o Selo Pleno é necessário repetir um amplo diagnóstico sobre a população idosa. Outra condição seria criar o Fundo Municipal do Idoso no município, administrado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, já existente e regulamentado em 2017. O Selo Amigo do Idoso foi criado pelo Decreto nº 58.047 em maio de 2012 pelo Governo do Estado de São Paulo.
Parceria com o Metrô
Durante a solenidade, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) também firmou um termo de cooperação com a Companhia Metropolitana de São Paulo - Metrô.
O acordo prevê a divulgação e o desenvolvimento de diversas ações com idosos. 
São ao todo cerca de 120 mil pessoas idosas que circulam diariamente nas estações do Metrô. 
As ações serão realizadas nas principais e mais movimentadas estações do Metrô e vão transcorrer durante um ano, a partir de 5 de fevereiro. 
Serão realizadas visitas monitoradas, sensibilizações, atividades educativas e campanhas de esclarecimentos sobre os cuidados no transporte metroviário para as pessoas idosas.
“É uma satisfação muito grande participar de um evento onde vamos cuidar de quem cuidou da gente a vida inteira. O objetivo dessa parceria é potencializar ações com divulgação de eventos para esse público”, disse o presidente da Companhia Metropolitana de São Paulo, Silvani Alves Pereira.
Já a secretária Ana Claudia Carletto lembrou que o Metrô já tem trabalhado na acessibilidade, que contribui com todas as pessoas, e que “atuar na prevenção de queda é falar de vida”.
Para a coordenadora de políticas para Pessoa Idosa, Sandra Regina Gomes, é essencial pensar no envelhecimento com qualidade de vida. 
“Essa parceria com o Metrô é mais uma conquista das pessoas idosas da cidade de São Paulo.

É nossa responsabilidade cuidar dessa população com os quatro pilares do envelhecimento ativo: saúde, participação, proteção e educação”.

Fonte: Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania




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